O Verdadeiro ROI da Energia Limpa: Por que o Mercado Livre de Energia é a Chave paraReduzir Custos e Valorizar sua Marca
A migração para o Mercado Livre de Energia e a escolha por fontes renováveis de energia são
frequentemente vistas como decisões isoladas: uma para economia e a outra para
sustentabilidade. Este artigo argumenta que elas são, na verdade, duas faces da mesma
moeda, gerando um retorno sobre o investimento (ROI) que se traduz em ganhos financeiros
diretos e valorização estratégica da marca.
A economia direta é um dos argumentos mais fortes. A flexibilidade de negociar contratos no
mercado livre permite que as empresas obtenham preços mais competitivos, levando a uma
redução média de até 35% na conta de luz, conforme indicam estudos. A previsibilidade de
custos é outro fator financeiro de peso, pois contratos de longo prazo eliminam a exposição às
bandeiras tarifárias e à volatilidade do mercado de curto prazo.
No mercado livre, o investimento em uma usina de geração própria, torna a empresa um
autoprodutor de energia, capaz de gerar parte ou a totalidade da energia que consome,
alcançando a autossuficiência energética. Essa autonomia, quando gerenciada corretamente,
apresenta um ROI ainda mais atrativo. A queda de 60% no preço dos painéis solares entre
2022 e 2025 tornou a aquisição de sistemas de geração própria significativamente mais
vantajosa. O retorno sobre este investimento pode variar entre 35% e 45% ao ano, com um
payback (tempo de retorno do capital investido) entre 4 e 8 anos, dependendo da região e do
projeto. O papel de uma gestora de energia, nesse contexto, é crucial para a comercialização
do excedente de energia produzida e para a gestão do ativo, transformando a usina em uma
fonte de lucro e não apenas um ativo de consumo.
No entanto, o valor mais profundo da transição energética reside em seu impacto no
posicionamento de marca. A escolha por energia limpa fortalece a agenda de ESG
(Environmental, Social and Governance), um conjunto de critérios que investidores e
consumidores utilizam cada vez mais para avaliar a sustentabilidade e o impacto social de uma
empresa. A contratação de energia renovável permite que empresas recebam Certificados de
Energia Renovável, que atestam a origem limpa da fonte e podem ser usados para valorizar a
marca e aprimorar o relato de sustentabilidade.
A transição para a energia limpa não deve ser vista como um custo, mas como um
investimento que gera um ciclo virtuoso de economia de custos, valorização da marca e
atração de stakeholders. A mudança macroeconômica, em que o Brasil reforça sua posição de
liderança global na matriz renovável, tem um impacto direto no nível micro da empresa. A
abundância de energia limpa e barata no país atrai indústrias internacionais que buscam
realocar suas operações para locais com essas características, um fenômeno conhecido como
‘powershoring’. Ao adotar uma abordagem verde, a empresa se posiciona para aproveitar essa
tendência global, tornando-se um parceiro estratégico e mais atraente em uma nova cadeia de
valor impulsionada pela sustentabilidade.
A seguir, uma tabela que quantifica o valor da migração e do investimento em energia limpa:
| Métrica | Valores Potenciais |
| Economia na Conta de Energia | Até 35% de redução |
| Redução de Custo | Varia por região e consumo, mas geralmente significativa. |
| Retorno Anual (Usina Solar) | 35% a 45% ao ano |
| Payback (Usina Solar) | 4 a 8 anos |
O ROI da energia limpa mostra que migrar não é apenas uma escolha de economia, mas uma
decisão estratégica de futuro. No próximo artigo, vamos abordar os principais mitos e desafios
da migração, além de mostrar como superá-los. A Genergia apoia empresas que desejam não
apenas economizar, mas também se posicionar como protagonistas da sustentabilidade.